domingo, 24 de janeiro de 2016

Odeio lugares tumultuados...

Sou uma pessoa com poucos amigos e não tenho vergonha disso. Sempre se ouviu falar que qualidade é melhor que quantidade e, para falar a verdade, concordo em número, gênero e grau. Não existe nada mais complicado do que a mente humana. Acho que o complicado me atrai. Sempre foi assim. E quanto mais próximo você fica, pior é quando a verdade chega. Não tenho problema algum em admitir. Admito que faz falta, admito que sofro. Diferente de alguns, sempre assumo olho no olho as consequências das escolhas que faço. O nome disso é caráter. A propósito, pode agir como quiser, excluir do facebook, bloquear no whatsapp, deixar de seguir no instagram... Estou mesmo precisando liberar um espaço, anda tudo muito cheio, e acho que você sabe, odeio lugares tumultuados. Amizade que acaba nunca foi verdadeira. Que permaneça o que é real, e que a vida continue jogando fora tudo que faz mal.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

É preciso resistir...

A única coisa que resta é escrever, me resta permitir que as palavras expressem os sentimentos enjaulados aqui dentro. É preciso sentir e, mais do que isso, é preciso resistir. Falta força para continuar, força para aguentar, força para resistir. Alguns dias não se consegue sorrir internamente, ver as coisas boas das pequenas coisas, só se consegue sofrer, sofrer e sofrer. Como se as lágrimas pudessem aliviar tudo o que dói, que, na verdade, é em vão. Já faz tempo que aprendi que isso não funciona sempre. Parece que quanto mais se chora, mais se inunda de sofrimento. Tenta-se entender tantas coisas. Tantas coisas ficam sem respostas e, o excesso de perguntas sufoca. Entender... Acho que passei a vida tentando dar explicação para coisas que não faziam sentido algum. Talvez agora seja a hora de desistir. Se permitir desistir. Ou de, simplesmente, não reagir. Acho que tenho esse direito. Tenho o direito de permanecer em silêncio, eu e minha dor. Quanto mais se tenta, mais força se perde. Mais parado fica. Desistir dói, resistir também. Basta saber qual dor se está disposto a aguentar.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Sobre pessoas que traem...


Chega ser estranho falar disso. Afinal, depois usar um smartphone é a coisa mais “comum” hoje em dia. Traição.

Poderia falar aqui sobre vários tipos de traição e daria praticamente um livro sobre isso. Mas não quero falar sobre ela. Quero falar sobre as pessoas que possuem esse hábito, se é que isso pode ser chamado assim.

Na praia, estive reparando as pessoas à minha volta. Mania de psicólogo, ou não, observar sempre foi algo que fiz bem. O outro deixa muitas evidências. Reparei enquanto um menino brincava com uma espada de brinquedo com, provavelmente, seu pai na calçada de uma rua. A mulher ao lado tirava fotos deles e sorria, enquanto segurava um bebê e um cachorrinho pela corrente.

Fico pensando caso um deles (do casal) resolva esquecer a promessa, muitas vezes silenciosa, mas primordial, de um relacionamento: o respeito.

É completamente fora de contexto para mim, a pessoa chegar em casa, dormir na mesma cama, beijar os filhos no quarto ao lado, alimentar o cachorro que escolheram juntos, e simplesmente, como se fosse tão natural quanto comer arroz com feijão, trair.

Não consigo entender como alguém, em plena consciência, consegue abandonar uma família pela qual tanto lutou por alguém completamente sem escrúpulos (que se fosse de boa índole jamais se permitiria estar em uma situação dessas), algo que não se sabe de onde veio e por que motivo foi acontecer naquele momento.

E não venha me dizer que é amor.
Amor não destrói lares.
Amor não destrói corações.
Amor não despedaça famílias.
Amor não afasta o que é bom.
Amor não estraga relações.


O amor, para mim, jamais, EM HIPÓTESE ALGUMA, iria infringir a maior de todas as leis relacionais. Ele mesmo, o respeito. A partir do momento que não há respeito, não há amor.

Talvez a palavra-chave seja caráter. Podemos escolher o que quisermos, desde que estejamos convictos de que tudo o que fizermos ao outro, voltará para nós. Se não quero mais viver naquela casa, com aquela pessoa, por que não chegar para ela e conversar? Se não houver jeito, ok. Vá embora. Junte suas coisas e vá. Mas antes de fazer qualquer outra coisa, respeite. Seja verdadeiro com o próximo. Só assim você conseguirá a verdade para si.

Pessoas de caráter sabem a hora certa de dizer não. Sabem exatamente quando é preciso pensar duas vezes antes de tomar certas atitudes destrutivas.

Garanto que o sofrimento não é apenas de uma parte. O sofrimento corrói tudo o que pertence àquela relação.

O cuidado que queremos para nós, é o mínimo que podemos ter para com o outro.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O dia em que deixei de ser babaca...


Sempre soube que esse dia chegaria. Sério. Pensava que iria acordar, em uma bela manhã ensolarada, e PLIM! Não serei mais babaca. Não foi tão simples assim. No dicionário, a palavra babaca significa:

babaca
(adjetivo e substantivo de dois gêneros)
1. 1.
que ou o que é ingênuo; simplório, tolo, babaquara.
2. 2.
que ou o que não tem vivacidade ou inteligência; bobo.


Nada poderia se encaixar melhor. Ingenuidade ou não, sempre fui uma babaca de carteirinha. Daquelas que tem uma terrível dificuldade de dizer não, uma terrível dificuldade em deixar o problema do outro de lado (não é a toa que faço Psicologia, não é verdade?), daquelas que simplesmente não consegue virar as costas e deixar ir.

Claro, tudo na vida tem um lado bom.

Esses dias, li na internet que pessoas ingênuas possuem um coração enorme e, exatamente por isso, sofrem mais.
Se você se considera uma, vai aí um recado:
Acostume-se!
Você irá sofrer. E em dobro.

Acho incrível que algumas coisas são tão simples quando feitas por outra pessoa, e quando é comigo, sai de baixo! Tudo vira um caos.
“Faça isso, faça aquilo, é desse jeito...” Nada resolve. Não importa a quantidade de conselhos que se recebe, você sempre acredita que tudo irá mudar. Você sempre acredita que algo bom irá sair dali. SEMPRE.

Alguns garantem que isso é uma qualidade. Para mim, toda qualidade tem limite. Não é bom ser boazinha demais, não é bom ser emotiva demais, não é bom se importar demais com o outro, não é bom ser prestativa demais... Enfim, tem limite. E que, muitas das vezes, os adeptos ao Babaca’s Club, simplesmente ignoram!

Tive que aprender na marra que o outro é importante sim, mas que primeiro VOCÊ deve se considerar importante. Tão importante quanto o outro. Tão importante ao ponto de entender que existem limites que devem ser respeitados, e os seus próprios limites deviam se tornar regras.
Tive que aprender a dizer não. Aprender que muitas vezes o sim irá te prejudicar tanto quanto o não, cabe a você decidir o que irá lhe trazer menos prejuízo.

Mudar dói. Se transformar dói. É um processo, e somente nós temos o poder de inicializa-lo. Chega de dizer sim para todo mundo, chega de deixar que o problema do outro interfira na sua qualidade de vida, chega de achar que você sempre tem que ter o controle...

Afinal, podemos mesmo controlar alguma coisa?

A vida é uma constante adaptação. Todos os dias, todos os segundos, nos adaptamos a ela. Viver requer coragem, mudar requer atitude.

Chega de ser babaca.
Está na hora da metamorfose. Permita-se.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Expectativas...

Expectativas doem. Doem mais do que a perda, mais do que a luta, mais até do que algumas mágoas. Esperar qualquer coisa do outro é saber que estamos esperando algo que não podemos controlar. Que não temos garantia alguma de que irá acontecer. Muitas vezes esperamos que o tempo mude, que as estações passem, que a paz venha, que a dor acabe... Esperamos, esperamos, esperamos. A falta de um resultado é excepcionalmente frustrante. A espera de um amanhã incerto é enlouquecedor. Fico me perguntando se existe algo bom na expectativa. Até quando esperamos de nós mesmos nos decepcionamos. Bom seria se fôssemos treinados para não esperar. De nada, de ninguém. Tantos sofrimentos seriam evitados, tantas lágrimas, tanto desespero. Esperar gera ansiedade. E, cá entre nós, se tem algo prejudicial à saúde é a tal da ansiedade! Nossa! Quanta coisa ruim internalizamos através dela. Não queria ter medo do amanhã, queria poder arriscar e não esperar resultados. Entretanto, pensando bem, se viver fosse fácil seríamos crianças para sempre e o máximo de preocupação que teríamos é em poder ou não brincar no outro dia. A dor da expectativa frustrada se instala como uma raiz dentro de nós. E para arrancá-la dá trabalho. E como dá!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Viva!


Embora estejamos vivendo em um mundo cada vez mais aterrorizante e desesperador, sempre penso na vida como um milagre. Sinto-me feliz em estar viva, apesar das variadas guerra, de notícias inimagináveis, como diria Julien Green: “não sou capaz de matar em mim a simples alegria de viver.” A vida é uma dádiva e nós escolhemos o que fazer com ela. Porém, entre tantas escolhas erradas e problemas, a vida é o único bem pelo qual não devemos desistir de lutar. Existem pessoas morrendo, querendo viver. Existem pessoas que lutam para viver, morrendo. Paradoxal, não? Por que estamos deixando a vida de lado? Por que estamos a matando com nossas escolhas equivocadas? Por que não pensamos antes de agir? Por que não cuidamos do que nos foi dado? Tantas perguntas, tantas! E a verdade é que cada um possui sua própria resposta, basta se interrogar, se analisar, se entender. A nossa felicidade não pode estar baseada no outro ou em qualquer outra coisa que não seja na vida. No dia-a-dia. Em tudo o que temos. A felicidade está nos pequenos detalhes, no bem que fazemos ao outro, no sorriso simples, na realização de nossos sonhos... Há tantas maneiras de se viver, tantas escolhas... O importante é saber que, não importa o caos em que o mundo se encontra, o que importa é como ele está afetando sua vida e o que é preciso fazer para mudar o que está negativando seus dias. A mudança deve começar em nós. Em mim. Em você. Sorria para a vida, mude a rotina, ame e, até sofra, mas não desista do amanhã. Ele pode te proporcionar momentos inenarráveis.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Não existe saída

A gente erra tentando acertar, erra tentando mudar, erra pelo simples fato de não conseguir fazer diferente. A gente erra tanto, tanto, que muitas vezes paro para pensar se é realmente possível sobreviver ao caos que existe dentro de nós mesmos. Se é realmente possível entender que não existe possibilidade alguma de sermos perfeitos ou ao menos chegar perto disso. Nossa, como erramos! Como somos falhos! Erramos com o outro, que não é obrigado a suportar essas falhas, erramos com nós mesmos, ferindo coisas que nem sabíamos que estavam guardadas lá dentro. Todos os dias somos feridos. Nos ferimos por não conseguir, por desistir, ou por continuar e lutar. Por mais paradoxal que isso pareça é a verdade. Não importa a escolha que você faça, você irá se ferir. Se resolver ficar parado, você vai se ferir. Se for caminhar, também irá. Não existe saída, não existe solução. Mas existe resiliência, e essa força pode se tornar tão grande que faremos coisas inimagináveis... basta acreditarmos nela!